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V8 CUP: Righetti vence, mas é Nóbrega que sai campeão
24/11/2009 - 14:49
TENSA! Assim pode ser classificada a última etapa da categoria Cup Series, da Liga V8 de Nascar, realizada no circuito de Phoenix. O cenário antes da prova começar não poderia ser mais convidativo. Dois pilotos disputando diretamente o tÃtulo e mais outros dois com chances matemáticas de sair da prova como campeão. De um lado o veterano João Carlos Nóbrega querendo levar seu Dodge número 2 para o bicampeonato, do outro o novato destaque da temporada com seu Toyota 353, Rodrigo Righetti, ambos da Skyline. Na briga por fora estava a dupla da Knights, César Augusto e Mauzar Lourenço, os dois pilotando Ford.
Nos treinos durante a semana e no treino oficial Righetti mostrou que não estava entrando para perder. E nem poderia ser diferente já que ele precisava vencer a prova, liderando o maior número de voltas, e ainda torcer para Nóbrega chegar no máximo em quarto. Com quase 1.000 voltas em Phoenix no seu treinamento Righetti logo se tornou franco favorito para a vitória na prova, mas e Nóbrega estava com carro para terminar entre os três primeiros? Essa era a grande questão da noite. Outro fator entrou para apimentar ainda mais a etapa: punição. A organização da liga anunciou que para essa última etapa as punições seriam aplicadas com o decréscimo de pontos na classificação final, ou seja, tudo poderia acontecer.
Com a conquista da pole position Righetti confirmou o favoritismo e Nóbrega, largando apenas na sétima posição, ainda era uma incógnita. Na primeira fila, largando ao lado de Righetti apareceu o Chevrolet número 25 de Romar Arns, com Lourenço largando em terceiro e Ellery Souza (Ford número 62) em quarto. Augusto foi apenas o décimo segundo no grid. Phoenix é uma pista bastante técnica, o que fez a organização prever uma prova conturbada. E foi, mas não até a sua metade quando houve apenas um acidente envolvendo mais de um carro. Da metade para o fim foi um festival de bandeiras amarelas totalizando oito acidentes no geral envolvendo dois ou mais carros.
Na corrida Righetti e Arns mostraram que estavam em um “outro nÃvel” que os demais pilotos e logo abriam distancia nas relargadas, até que, em uma das tentativas de seguir Righetti, Arns erra e bate forte no muro abandonando a prova em seguida. Melhor para Nóbrega que a essa altura já brigava pela terceira posição com Souza. Devido ao grande número de bandeiras amarelas, as posições foram se alternando e sempre Righetti na liderança da prova. Nóbrega chegou a andar boa parte da corrida em segundo, colocando ainda mais pressão em Righetti.
Mas a corrida não teve apenas bandeiras amarelas. Os pilotos estavam querendo “mostrar serviço” e muitas e belas ultrapassagens aconteceram, assim como acidentes inesperados, como o do próprio Arns e, na volta 81, foi a vez de Nóbrega acertar o muro da curva 4. Momento importante da prova, mas Nóbrega conseguiu recuperar seu carro a tempo e voltou à pista para ver seu principal adversário pela disputa do tÃtulo também se acidentar, como menos gravidade.
Como se não bastassem as disputas na pista os dois pilotos, Righetti e Nóbrega, se envolveram um acidentes com outros carros, o que fez com que o resultado final do campeonato fosse decidido após análise da corrida por parte dos organizadores da liga. Nóbrega não conseguiu desviar do Dodge de Eduardo Schmitt, saindo lento dos boxes, enquanto Righetti bateu em José Carvalho, em plena bandeira amarela, fazendo com que o Dodge 399 abandonasse a corrida faltando apenas 17 voltas para o seu término. No final da prova deu Righetti em primeiro com Souza em segundo, depois de ultrapassar Nóbrega, terceiro, na última volta, resultado que daria o tÃtulo para Nóbrega. Lourenço foi o quarto e garantiu assim a terceira colocação final na categoria. Agora era só aguardar a análise dos acidentes para que se soubesse o campeão da primeira temporada da Liga V8.
A organização se pronunciou uma semana depois da prova e considerou que Nóbrega não teve culpa em seu acidente, confirmando assim o tÃtulo para o piloto pernambucano. Já Righetti não teve o mesmo resultado. Dois acidentes foram julgados com o piloto paranaense sendo considerado culpado, o que fez com que fossem descontados 100 pontos na sua pontuação final. Mas nada que o fizesse perder o vicecampeonato.
E foi assim que terminou a primeira temporada de uma liga que já chegou para ficar. Com a experiência de sua antecessora, a gRacers, a Liga V8 tem tudo para se tornar uma das grandes ligas de Nascar do Automobilismo Virtual brasileiro. Em 2010 a organização prometeu muitas novidades, agora é só aguardar o próximo ano e conferir todas as emoções dos circuitos ovais norteamericanos com a NASCAR da Liga V8.
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